6/27/2006

Musica Original da Peça ILHA ANCORADA

"Bô uvi? Bô Uvi? Bsot uvi?"
Ainda não? Então clique nos links para ouvir as duas versões de "Ilha ca t'balançá" tema principal de ILHA ANCORADA.

ILHA CA T'BALANÇÁ I

ILHA CA T'BALANÇÁ II


Queres ouvir outra vez? Clique de novo!
Queres ouvir a musica ao vivo? Vai assistir a peça nos dias 1 e 2 de julho!!!

6/23/2006

EURECKA

Depois de alguns meses de ensaio, ontem finalmente terminamos de montar a cena final. Foi um dia muito excitante e de muita emoçao. Caminhamos agora para recta final para alcançar um objectivo de todos nós, apresentar uma peça a altura, e revelar aos saovicentinos potencialidades desconhecida, e mostrar-lhes que ainda se faz teatro em Cabo Verde, graças ao esforço de aqueles que conhecem como ninguém o prazer e ao memo tempo as dificuldades que se passam para levar avante um trabalho de qualidade nessa area tão delicada, que é da arte teatral porque afinal, o teatro é vida.

Convidada especial


Os alunos do XI curso de teatro, contam com mais um elemento na peça a Ilha Ancorada.
Contarão com a imprescindivel colaboraçao da Dilá, uma macaca agil e que ja mostrou perceber alguma coisa de teatro(!). Fará dupla com o seu companeiro e amigo Robô, como se pode ver na foto, que vestira um personagem de um velho sabio.
Ficaram curiosos? Então não há problema.Terão a oportunidade de vê-la nos dias 30 de Junho, 1 e 2 de Julho, no centro cultural do Mindelo. A Dilá e companheiros agradecem.
ILHA ANCORADA

Ponto de encontro

“É preciso fincar os pés na terra.” Manuel Lopes

O sentimento que desde há muito fez parte do homem cabo-verdiano foi a de ter uma vida melhor em busca de novos destinos, a procura do seu pão-nosso de cada dia.
Mas essa busca de soluções para os seus problemas além fronteira, acarreta consigo difíceis circunstancias que o faz pensar e repensar se realmente esse é o melhor caminho a seguir. E esta peça focaliza essencialmente esse dilema, esse dualismo a que se submete o cabo-verdiano perante uma dura realidade vivida aqui nessa terra de morabeza, serenata e “amdjer”, colocando-o entre o querer ficar e ter que partir.

Maninho, o protagonista desta peça, deparará frente a frente com essa mesma situação, e terá que tomar a difícil decisão de partir ou ficar. Mas Maninho não vai deixar-se levar pela vontade do seu pai, que é de ver o seu filho trabalhar de “riba” de água de mar juntamente com ele. Apesar de muito confuso com esta situação, optará por ficar e lutar na “rotcha” firme. Porque” ilha que ta balança, a ilha que ta encalha e nem ilha ta ba pa fund”.
Regressara a casa, para rever o seu grande amor. Abraça-la como fazia dantes, brincar no seu corpo pequenino e ágil, sentir seu calor de carvão rijo. Sim para ter a certeza que estava regressando a casa deveras, para sentir entre os braços o lume de uma vida que voltava a acender. A alegria do viver tranquilo de família, melhor que a aventura do mar e a insegurança de destinos desconhecidos.

Á volta disto se vai desenrolar toda uma história de sonhos, de grandes decisões, de amor, e de muitas dúvidas, tendo como entidade patronal o mais importante movimento literário de Cabo Verde, traduzida numa revista: Claridade.

A revista Claridade é tida como uma afirmação de emancipação cultural, social e politica da sociedade cabo-verdiana. O contributo dos escritores da Claridade foi importante para um novo modo de expressão, com base no entendimento das raízes do homem cabo-verdiano, da sua personalidade, construída a partir de elementos étnicos e na captação do modo de agir e sentir do homem inserido no seu espaço.

Foram convidados para esta peça as delirantes Virgens Loucas, de autoria de António Aurélio Gonçalves, o Chico Zepa, que não embarcou por causa das paródias, proveniente do romance Chiquinho, de Baltasar Lopes, o Zé Viola, do romance Chuva Braba, para contracenarem com alguns dos personagens, entre dos quais o protagonista Maninho, do conto “Jamaica Zarpou”, de Manuel Lopes, ainda alberga algumas passagens, bem marcantes e trazendo com ela todo um sentimento de ódio, intolerância e imposição e divergências, retiradas do romance “Chuva Braba “ desse mesmo autor, constituindo assim um ponto de encontro entre esses diferentes personagens criadas pelos que são considerados os impulsionadores de uma era de escritores das ilhas sem igual.

O resultado que se obteve a partir desse ponto de encontro é o que chamamos hoje de Ilha Ancorada, uma nova versão desses textos que foram adaptados e rescritos pelo João Branco e a Eillen Barbosa, contando com a ajuda dos outros demais membros dessa família do psicoteatro. Agora já na recta final anseia-se pelo grande dia, que é já na próxima sexta feira, onde 13 pequenas e grandes estrelas brilharão no palco pela primeira vez, acompanhadas por uma excelente equipa técnica.

SANDRA FONSECA

4/19/2006

Grande Festa de Angariação de Fundos



Os alunos do XI Curso de Teatro do CCP/ICA estão a organizar uma festa para angariação de fundos para a peça "Ilha Ancorada".

Todos os alunos dos cursos serão convidados, assim como elementos dos grupos teatrais e amigos ou familiares.

Não falte!

Dia 30 de Abril

18 horas - ao pôr-do-Sol
Associação dos Marítimos (ex-Empa)




«Ilha Ancorada»
Estreia: dia 30 de Junho de 2006
Apresentação: dias 01 e 02 de Julho de 2006

Trabalhos Finais: os autores

Já estão escolhidos os autores e as peças que irão ser o ponto de partida dos trabalhos finais dos alunos do XI Curso de Teatro. Nos últimos dias de Julho, veremos o que acontece...

Shakespeare
(«A Fera Amansada»)


Molière
(«O Cornudo Imaginário»)


Garcia Lorca
(«Bodas de Sangue»)


Gil Vicente
(«Auto da Barca do Inferno»)


Beckett
(«À Espera de Godott»)

4/15/2006

Luigi Pirandello
















"A minha arte ensina cada individuo a aceitar o seu fardo com submissão e humildade."

"Assim é, se lhe parece."

"Cada qual se veste com a sua dignidade po fora, diante dos outros; mas sabe muito bem tudo inconfessável que se passa no seu íntimo."

"Não sou um autor de farças, mas um autor de tragédias. E a vida não é uma farça, é uma tragédia. O aspecto trágico da vida esta precisamente nessa lei a que o homem é forçado a obdecer, a lei que o obriga a ser um. Cada qual pode ser um, nenhum, cem mil, mas a escolha é o imperativo necessário."

"Oh, senhor, sabe muito bem que a vida é cheia de infinitos absurdos, os quais descaradamente, nem ao menos têm necessiadade de parecer verosímeas*. E sabe porquê? Porque esses absurdos são verdadeiros."

"Quando os personagens são vivos, realmente vivos, diante de seu autor, esse não faz outra coisa se não segui-los, nas palavras, nos gestos que, precisamente, eles lhes propõem."

"Um fato é como um saco: vaziu não fica de pé. Para que fica de pé, é preciso pôr-lhe dentro a razão e o sentimento que o determinam."

*verosímeis - que aparenta ser verdadeiro

4/11/2006

Já tem nome!



A nossa peça já tem um nome! Vai-se chamar

Ilha Ancorada

Estreia dia 30 de Junho, apresentações ainda nos dias 1 e 2 de Julho.

Preparem-se!

4/10/2006

O Teatro segundo Augusto Boal



«o TEATRO é uma forma de comunicação entre os homens: as formas teatrais não se desenvolvem de maneira autónoma, antes respondem sempre a necessidades sociais bem determinadas e a momentos precisos. O espectáculo faz-se para os espectadores e não o espectador para o espetáculo, o espectador muda, logo o espectáculo também terá de mudar.»

4/06/2006

Tudo sobre Cloun



Pessoal


Está disponível um novo blog com informações, dicas, conselhos, imagens, enfim, muita coisa que precisamos de saber relativamente ao personagem do cloun teatral.


Vão dar uma espreitadela. E por enquanto que isso não acontece, fiquem com esta magnifica frase de Almada Negreiros:


“É bem conhecida a facilidade com que os palhaços se fazem entender pelo público, e pena é que eles não saibam mais coisas para no-las dizerem daquela maneira tão agradável. Se eles soubessem tanto como os sábios, nós todos passaríamos a ser sábios por termos aprendido com os palhaços. Mas, infelizmente, os sábios não sabem dizer o que sabem, e os palhaços sabem, mas não sabem nada.”